Arquivo paraJulho 26, 2008

Bah, a confusão é tão imensa que não consigo sequer começar a digitar sem me sentir perdida – não é exatamente esse o termo. Enfim… Mas a analogia, ainda assim, é válida pro momento: me imagino em um cenário branco, desde as paredes até o teto e o chão, inteiramente branco. Humm… Não. Branco, não. Tudo igual, menos ainda. Parece mais simbólico dizer que é uma peça enorme, com muitos móveis e cores (escuras, vermelho berrante, vermelho sangue, dourado… uma mistura de quarto medieval com sci-fi; algo assim). E eu preciso encontrar um caminho, organizar a decoração desse lugar – caso contrário, meu cérebro vai continuar doendo, e meu espírito mais ainda, por esse ambiente não me trazer conforto visual algum.

Aliás, conforto tem sido uma palavra bem distante de mim. Sinto que tudo se torna cada vez mais desagradável, intragável. Daí eu penso em começar algum vício, mas… não quero ser consumida por nada (mesmo que isso deixe meus dias mais toleráveis). De repente um entorpecente intelectual, um novo assunto a pesquisar me ajude. Mas… não. Isso só me tornaria mais frustrada no mundo ‘concreto’, que não tem lá muita ligação com o ‘teorético’. Na verdade o que me incomoda é justamente isso: eu tenho que parar com essa coisa de querer linkar tudo! Preciso viver cada momento com sua lógica, e não tentar unir ela à nenhuma outra. Tá certo que isso pode acabar ferindo sentimentos alheios, de pessoas que costumam hoje fazer o que eu fazia (e ainda faço, vez que outra; embora me reprima pra não fazer mais)… só que no momento eu tô me importando menos com questões como essa.

E, já que eu toquei no assunto, me veio à cabeça uma pessoa. Que, aliás, me deu a lição mais importante nesse aspecto (incrível como a Física se mostra visivelmente aplicável pra mim, nessas horas; tempo e intensidade são inversamente proporcionais). Uma semana de momentos, e aprendi que tudo tem sua lógica própria, desconexa. As pessoas não devem se apegar a nada – não que eu não tivesse lido isso em textos sobre Budismo, mas… whatever. Pela primeira vez (pasme! mesmo depois do baque-mor da minha vida afetiva eu ainda não tinha entendido isso), senti na pele o que desapego significa. Não pela pessoa, em si, nem pelo que passamos rapidamente, mas por ter quebrado uma série de certezas absolutas que eu tinha, da maneira como as pessoas deveriam se relacionar (antes, durante, depois).

Se bem que, pensando mais… Eu sempre fui desapegada das pessoas. Mesmo quando namorei lá um ano e carambolas de meses. Nunca fui maníaco-obssessiva (bom, aconteceram uma série de episódios desagradáveis, mais o fato de eu ter um trauminha com confiar cegamente em alguém, mas… isso também nunca abriu chance pra eu ficar enchendo o saco com coisas que fossem além de mim e dele – “pode fazer a merda que quiser, eu não sou nada pra impedir, mas não quando eu tiver junto”; algo assim).

Só que em dois malditos casos parece que meu organismo e minha química esqueceram disso na hora, do desapego. ¬¬’ Tá, nos respectivos momentos; hoje tá tudo bonitinho, e eu não guardo nada por ninguém, mas… Odeio quando perco esse controle sobre mim mesma (uma semana ou 9 meses, incomoda muito).

[Bah! Então achei a solução (pro causo de me sentir perdida)! Ribeirão Preto é mesmo minha libertação. Tudo que eu preciso é começar do zero, com essa mentalidade desapegada, sem ninguém pra dar satisfação, desde o início :D ]

Fim do post. Fim do problema. Hahaha